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	<title>professores cassados &#8211; Ágora Eca</title>
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		<title>Thomaz Farkas, 100 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 15:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
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			<h4><em>Em setembro comemora-se o centenário de nascimento do fotógrafo e documentarista Thomaz Farkas, que fez doutorado na ECA e foi professor da escola de 1969 a 1972 e de 1979 a 1992</em></h4>
<p><a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/13/professores-cassados-thomaz-farkas/"><strong>Thomaz Jorge Farkas</strong></a> nasceu em Budapeste, Hungria, no dia 17 de setembro de 1924. Aos 6 anos, imigrou com seus pais para São Paulo. Aos 8 anos, ganhou sua primeira máquina fotográfica.</p>
<p>Formou-se engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Fez doutorado na <strong>Escola de Comunicação e Artes da USP</strong>, instituição onde também atuou como professor. Após o falecimento de seu pai, em 1960, assumiu a direção da Fotoptica, função que exerceu até 1987, quando a rede de lojas foi vendida.</p>
<p>Em 1968, foi preso pelo regime militar sob a acusação de colaborar com a guerrilha e ficou encarcerado uma semana no DOI-CODI.</p>
<p>Entre os anos de 1964 e 1981, foi produtor e coprodutor de 38 filmes documentários de curta e média-metragem, tendo dirigido 3 deles. A maior parte desses filmes, sobretudo os realizados entre 1964 e 1974, integrou o que ficou conhecido como a “Caravana Farkas”. Farkas continuou produzindo até 1981, época de lançamento de “Hermeto Campeão”, documentário sobre a música de Hermeto Pascoal.</p>
<p>Farkas é reconhecido pela sua produção fotográfica tendo realizado exposições nos mais importantes centros culturais e museus do Brasil e do exterior. Ao lado de fotógrafos como German Lorca, Geraldo de Barros, José Medeiros e Marcel Gautherot, é um dos principais expoentes da fotografia moderna no Brasil.</p>
<p>Thomaz Farkas faleceu em 26 de março de 2011, aos 86 anos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.thomazfarkas.com">https://www.thomazfarkas.com</a></p>

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			<h4>Thomaz Farkas na ECA</h4>
<p>Thomaz Farkas começou a atuar como professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA em 1969, ministrando cursos de Fotografia, Fotojornalismo e Jornalismo Cinematográfico. Em 1970, organizou a I Exposição de Fotografia Jornalística no CJE e projetou e coordenou a instalação do Laboratório e Arquivo Fotográfico da ECA. Em 1972 seu contrato com a USP não foi renovado por motivos políticos. Foi readmitido em 1979 e se aposentou em 1992. Sua <a href="https://www.thomazfarkas.com/extras/">tese de doutorado (Cinema Documentário: Um Método de Trabalho)</a> foi escrita em 1972 e defendida apenas em 1977.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Quando eu vi que ia se formar a ECA, eu pensei, ‘Isso me interessa porque eu faço cinema, e eles podem querer um professor de cinema’. Fui lá, procurei o Rudá [de Andrade], que era meu amigo, e o professor [José] Marques de Melo, e me ofereci, ‘Quem sabe vocês precisam de mim no departamento de cinema’. Mas esse departamento já tinha um professor de fotografia e Rudá propôs que eu ensinasse fotojornalismo. Então eu ensinei muitos anos o pessoal da escola de jornalismo a tirar umas fotografias, porque muitas vezes o repórter vai sozinho a campo, não tem fotógrafo junto, e assim ele mesmo pode fazer a foto. Tive alunos muito bons, alguns maravilhosos. Já com os professores era mais difícil.”</em> (Thomaz Farkas em <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/otimista-e-delirante-mas-nem-tanto/">entrevista para a revista Pesquisa Fapesp</a>, em janeiro de 2007)</p>

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			<h4>Para sempre Farkas</h4>
<p>“Thomaz Farkas (1924-2011) marcou de forma intensa e distinta as duas artes a que se dedicou: a fotografia e o documentário. Na primeira, de maneira solo, formando entre os pioneiros e mestres da moderna foto brasileira; na segunda, sobretudo de forma gregária, assumindo a direção em poucos e personalíssimos filmes.”</p>
<p>“A histórica contribuição de Farkas para o documentário brasileiro conhece seu capítulo fundamental em sua afirmação do produtor como coautor, ao conceber, financiar, produzir e pontualmente fotografar os clássicos reunidos nas séries ‘Brasil Verdade’ (1964-65) e ‘Heranças do Nordeste’ (1969-1970). São mais de duas dezenas de filmes dedicados a tornar visível um Brasil profundo ainda largamente desconhecido, investigado em sua segunda parte pelo que foi posteriormente batizado como ‘Caravana Farkas’. Ainda no calor da hora, Thomaz inventariou e refletiu sobra a experiência numa pioneira tese de doutoramento na ECA, <a href="https://drive.google.com/file/d/1NKzFgRC0UtyDwaTcsiK4h0bkxIYrYH-w/view">‘Cinema Documentário: Um Método de Trabalho’</a> (1972), ainda a esperar a merecida publicação.”</p>
<p><strong><em>Amir Labaki (Catálogo 29º Festival Internacional de Documentários 2024)</em></strong></p>

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			<h4>Thomaz Farkas, 100</h4>
<p><a href="https://etudoverdade.com.br/br/video/273-Thomaz-Farkas--100---21a.-Conferencia-Internacional-do-Documentario--29o.-E-Tudo-Verdade">Homenagem a Thomaz Farkas feita durante a 29a edição do Festival É Tudo Verdade</a>, realizado em abril deste ano. Participaram da 21ª Conferência Internacional do Documentário os cineastas Jorge Bodanzky (que foi professor do CTR no início da ECA) e Eduardo Escorel e o crítico de fotografia Rubens Fernandes Junior, mediados por Maria Dora Mourão, que foi colega de Thomaz na ECA.</p>

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			<h4>Vale a pena conferir:</h4>

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		<title>Professores cassados: Sinval Medina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2021 16:49:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
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		<category><![CDATA[Sinval Medina]]></category>
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					<description><![CDATA[Sinval Medina: depoimento sobre a ditadura na ECA Começo recordando o significado da ECA e, particularmente, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) no contexto da USP em 1971, ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Sinval Medina: depoimento sobre a ditadura na ECA</h4>
<p>Começo recordando o significado da ECA e, particularmente, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) no contexto da USP em 1971, ano em que minha companheira Cremilda Medina e eu, formados em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, emigramos para São Paulo com o objetivo de cursar o mestrado da ECA/USP, que seria implantado no ano seguinte. A convite do professor <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/04/professores-cassados-jose-marques-de-melo/">José Marques de Melo</a>, ingressamos na ECA como auxiliares de ensino. O país vivia uma das fases mais violentas da ditadura militar. A atmosfera repressiva dominava a universidade. Porém na ECA e, particularmente no CJE, respirávamos um clima de liberdade que beirava a ousadia. Integrávamos uma área de conhecimento muito recente, sem tradição científica, mal compreendida e mesmo desdenhada pelo conservadorismo então predominante no meio acadêmico. Além disso, éramos jovens da geração de Maio/68, nossas roupas, cabelos e atitudes confrontavam os padrões tradicionais. Aos olhos dos hierarcas uspianos, parecíamos mais alunos do que “mestres”.</p>
<p>Ou seja, o Departamento de Jornalismo era um ponto fora da curva numa instituição dirigida por reacionários. E aqui rendo minha homenagem ao meu querido amigo e ex-chefe <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/04/professores-cassados-jose-marques-de-melo/">José Marques de Melo</a>, responsável pela criação e sustentação desse núcleo de resistência à ditadura. Sob o comando de José Marques, o CJE se tornou uma usina de projetos e um centro de pesquisa e ensino com destaque nacional e internacional. Em sua gestão surgiram a Agência Universitária de Notícias, que se tornaria órgão laboratório-modelo para o ensino do Jornalismo no país; a Editoria de Textos, que publicou dezenas de títulos fundamentais para a bibliografia em Comunicação Social; estruturou-se a Gráfica da ECA como órgão laboratório; foram realizadas Semanas de Estudos de Jornalismo, que em sua quarta edição, em 1972, foi o maior evento do gênero até então realizado no país, com a presença de especialistas internacionais, professores e estudantes de todo o Brasil.</p>
<div id="attachment_21303" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21303" class="wp-image-21303 size-full" title="Sinval e Cremilda Medina" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-e-Cremilda-Medina_agora_ECA.jpg" alt="Sinval e Cremilda Medina" width="1280" height="720" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-e-Cremilda-Medina_agora_ECA.jpg 1280w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-e-Cremilda-Medina_agora_ECA-300x169.jpg 300w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-e-Cremilda-Medina_agora_ECA-1024x576.jpg 1024w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-e-Cremilda-Medina_agora_ECA-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-21303" class="wp-caption-text">Sinval e Cremilda Medina</p></div>
<p>Logo, porém, o brilho do CJE começaria a incomodar a cúpula da USP e a própria ditadura. Trabalhávamos com informação, material explosivo para um sistema político que adotava a censura como forma de esconder seus crimes. Começou então a destruição sistemática do departamento. Professores passaram a ser afastados, em processos de “cassação branca”, ou seja, sem o ritual dos atos institucionais. O método permitia a demissão sumária, sem qualquer direito trabalhista. O primeiro a cair foi o professor <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/21/professores-cassados-jose-freitas-nobre/">Freitas Nobre</a>, bravo líder do MDB na Câmara Federal; seguiu-se o professor <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/13/professores-cassados-thomaz-farkas/">Thomaz Farkas</a>; depois, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/04/professores-cassados-jose-marques-de-melo/">José Marques de Melo</a>; finalmente, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/07/02/professores-cassados-jair-borin/">Jair Borin</a>, que foi preso nas dependências da ECA, numa gritante violação da inviolabilidade do território universitário.</p>
<p>A virada se deu com a nomeação de Manuel Nunes Dias para a direção da escola, em outubro de 1972. Não o chamarei de professor, porque esse senhor se comportou como um agente policial-militar. Não tenho provas para afirmar, mas tudo leva a crer que Nunes Dias mandou “levantar a ficha” dos membros do corpo docente, com a intenção de promover uma limpeza ideológica na escola. Se assim procedeu, não foi por conta própria, mas a serviço do regime. Ele, aliás, se jactava de ter excelentes relações com os “órgãos de segurança” (sistema repressivo da ditadura). Disso dou meu testemunho por tê-lo ouvido, mais de uma vez, gabar-se de seus contatos para intimidar professores e alunos. Assim, não é de admirar que tenha tolerado, ou mesmo tenha sido conivente, com a invasão da escola pelos agentes policiais que tiraram <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/07/02/professores-cassados-jair-borin/">Jair Borin</a> da ECA para o cárcere.</p>
<p>Após o afastamento dos professores mencionados, chegou a minha vez. Eu ocupava o cargo de vice-coordenador do CJE. Fui demitido após ser reprovado no exame de qualificação para o mestrado, por uma banca facciosa, integrada por Modesto Farina, Helda Barracco e Teobaldo Andrade. Submeti-me ao julgamento deles sem imaginar que se curvariam às pressões de Nunes Dias. O processo de homologação do resultado do exame se arrastou do final de dezembro de 1974 a março de 1975, quando a Comissão de Pós-Graduação, após muita discussão interna, entendeu como válida a decisão da banca. Mas não houve unanimidade entre os membros da comissão. Além da representante discente, Jeanne Marie Interlandi, os professores Eduardo Peñuela e Frederic Litto votaram pela anulação do resultado e realização de um novo exame. Deixo aqui meu reconhecimento pela coragem e independência por eles demonstrada.</p>
<div id="attachment_21301" style="width: 348px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21301" class="wp-image-21301 size-full" title="Sinval Medina" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-Medina-agora-ECA-atual.jpg" alt="Sinval Medina" width="338" height="600" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-Medina-agora-ECA-atual.jpg 338w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sinval-Medina-agora-ECA-atual-169x300.jpg 169w" sizes="auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px" /><p id="caption-attachment-21301" class="wp-caption-text">Sinval Medina, hoje com 78 anos, dedica-se exclusivamente à literatura</p></div>
<p>Três colegas se demitiram em sinal protesto: Walter Sampaio, Paulo Roberto Leandro e Cremilda Medina. O CJE ficava, assim, praticamente sem condições de funcionamento. O caso fora acompanhado pelos alunos desde o início. Quando chegou ao desfecho, os estudantes do CJE deixaram de comparecer às aulas, permanecendo mobilizados na escola. A paralisação se espalhou pela ECA. Os alunos entendiam que Manuel Nunes Dias, autor de tantas arbitrariedades, não podia continuar na direção da ECA. Como um rastilho de pólvora, a greve atingiu outras unidades da USP.</p>
<p>Com a carreira acadêmica interrompida e ameaçado de prisão, retirei-me de cena e tratei de buscar emprego. Com o auxílio de amigos, em menos de duas semanas estava trabalhando na Rádio Difusora de São Paulo, na Assessoria de Imprensa da Prefeitura, de onde saí em um mês para a Editora Abril. Assim, voltei ao jornalismo, à editoração e à literatura. Mas o afastamento da ECA continuava atravessado na minha garganta. A reprovação no exame de qualificação era uma pedra no meu caminho, ainda que, a essa altura, já tivesse enveredado pela literatura e publicado três romances (<em>Liberdade Condicional</em>; <em>Cara, Coroa, Coragem</em>; e <em>Memorial de Santa Cruz</em>), com boa repercussão de público e crítica. A carreira acadêmica ficara no passado.</p>
<p>Com a queda da ditadura, mais uma vez pela mão do professor <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/04/professores-cassados-jose-marques-de-melo/">José Marques de Melo</a> (que infelizmente já nos deixou), tive a chance de remover a “pedra do caminho”. No dia 5 de novembro de 1986 fui reintegrado à USP, com base na Emenda Constitucional 26, de 27/11/1985, que trata da anistia para perseguidos políticos. Coube a José Marques o encaminhamento da minha pretensão, sancionada pelo então reitor, professor José Goldenberg.</p>
<p>A essa altura, minha vida profissional me afastara por completo da universidade. Assim, trabalhei durante um semestre no CJE e em junho de 1987 pedi demissão, deixando a Universidade de São Paulo pela porta da frente. Não esqueço, porém, a importância que a ECA teve na minha formação. Fui aluno de mestres como Egon Shaden, Paulo Emílio Sales Gomes, Eduardo Peñuela, Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi, Virgílio Noya Pinto e do próprio José Marques de Melo. Além disso, no convívio acadêmico, fiz amizades que perduram até hoje.</p>
<blockquote><p>Lembro com saudade desse tempo, mas também com preocupação. É impossível esquecer o que a minha geração sofreu nos anos de chumbo. Manter viva a memória do medo, da frustração e das humilhações por que passamos é a melhor maneira de evitar que a ditadura venha, um dia, a se repetir em nosso país.</p></blockquote>
<h5>Fotos:</h5>
<p>Arquivo pessoal Sinval Medina</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://sites.usp.br/comissaodaverdade/wp-content/uploads/sites/59/2015/07/Sinval-Freitas-Medina.pdf">Ficha de Sinval Medina na Comissão da Verdade USP</a></p>
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		<title>Professores perseguidos: Vladimir Herzog</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 21:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[professores cassados]]></category>
		<category><![CDATA[professores perseguidos]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Herzog]]></category>
		<category><![CDATA[Vlado]]></category>
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					<description><![CDATA[Vladimir Herzog: breve passagem pela ECA antes de ser assassinado Poucos que cursaram a ECA sabem que o jornalista Vladimir Herzog também foi docente da instituição. O desconhecimento não surpreende:]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Vladimir Herzog: breve passagem pela ECA antes de ser assassinado</h4>
<p>Poucos que cursaram a ECA sabem que o jornalista Vladimir Herzog também foi docente da instituição. O desconhecimento não surpreende: além de ter sido curta a atuação do jornalista como professor da ECA (de agosto a outubro de 1975, quando foi morto nas dependências do DOI-Codi), a direção da escola na época praticamente apagou todos os registros de sua passagem por lá. As parcas informações a respeito vêm de depoimentos de antigos alunos e colegas.</p>
<p>Herzog deu aulas de Telejornalismo. Ele já havia sido docente na Faap e aceitara lecionar na ECA depois de a escola ter perdido vários professores. Alguns já tinham sido cassados (veja aqui no blog os outros textos sobre professores cassados) e outros pediram demissão naquele ano, depois que o colega Sinval Medina fora reprovado, arbitrariamente, numa prova de qualificação para o mestrado.</p>
<p>Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura. Segundo sua mulher, Clarice, ele gostava de dar aulas para ter contato com os jovens. Na ECA, o jornalista ainda nem havia sido contratado, lecionando voluntariamente – um acerto até comum na época, segundo a colega e professora Alice Mitika Koshiyama.</p>
<div id="attachment_21269" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21269" class="wp-image-21269 size-full" title="Vlado entrevistando população local em Nova Canudos em fevereiro de 1975" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Vladimir_Herzog_02_1975_Nova_Canudos_agora_ECA.jpg" alt="Vlado entrevistando população local em Nova Canudos em fevereiro de 1975" width="1280" height="852" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Vladimir_Herzog_02_1975_Nova_Canudos_agora_ECA.jpg 1280w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Vladimir_Herzog_02_1975_Nova_Canudos_agora_ECA-300x200.jpg 300w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Vladimir_Herzog_02_1975_Nova_Canudos_agora_ECA-1024x682.jpg 1024w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Vladimir_Herzog_02_1975_Nova_Canudos_agora_ECA-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-21269" class="wp-caption-text">Vlado entrevistando população local em Nova Canudos em fevereiro de 1975</p></div>
<p>A ECA vivia um ano agitado. No primeiro semestre de 1975, uma greve dos estudantes paralisara a instituição por 73 dias. Eles reivindicavam a saída do diretor, Manuel Nunes Dias, considerado colaborador da ditadura.</p>
<p>A escola (assim como muitas faculdades ligadas ou não à USP) voltaria a parar nos dias seguintes ao assassinato de Herzog, em 25 de outubro. Por medo, poucos alunos e colegas foram ao seu enterro – e ninguém representando a direção da escola. Clarice Herzog jamais receberia os votos de pêsames da instituição.</p>
<p>No relatório das atividades do Departamento de Jornalismo, enviado todo ano às instâncias superiores da USP, também o nome de Herzog não apareceria na lista de docentes que lá atuaram. Segundo a professora Alice, os colegas chegaram a acrescentar seu nome no rascunho do documento, mas ele acabou suprimido no texto oficial.</p>
<p>Em 2012, Vladimir Herzog foi homenageado num reencontro da turma de 1972, a única para quem deu aulas.</p>
<h5>Fontes</h5>
<p><a href="https://www.adusp.org.br/files/revistas/53/mat08.pdf" target="_blank" rel="noopener">Beatriz Vicentini: ECA de Manuel Dias e Helda Barracco apagou os vestígios de Herzog, Revista Adusp, outubro de 2012</a></p>
<p><a href="https://www.adusp.org.br/files/revistas/33/r33a10.pdf" target="_blank" rel="noopener">José Chrispiniano e Cecília Figueiredo: A ECA é o principal foco de agitação da USP, Revista Adusp, outubro de 2004</a></p>
<p><a href="http://www2.eca.usp.br/pjbr/arquivos/23k03.PDF.pdf" target="_blank" rel="noopener">Alice Mitika Koshiyama: A prática política para ser jornalista</a></p>
<h5>Fotos:</h5>
<p><strong>Foto 1: </strong>Cedoc/TV Cultura</p>
<p><strong>Foto 2:</strong> Acervo Vladimir Herzog</p>
<hr />
<p><strong><em>Não há intenção de violação de direitos autorais.</em></strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Professores cassados: Jair Borin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2021 16:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Borin]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[professores cassados]]></category>
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					<description><![CDATA[Jair Borin: uma vida múltipla e de militância O jornalista e professor Jair Borin passou a ser perseguido mesmo antes de ingressar na faculdade. Começou ainda jovem a militar politicamente,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Jair Borin: uma vida múltipla e de militância</h4>
<p>O jornalista e professor Jair Borin passou a ser perseguido mesmo antes de ingressar na faculdade. Começou ainda jovem a militar politicamente, em favor das <a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/reformas-de-base">reformas de base</a>, no início da década de 60. Aos 21 anos, depois de formado em Mecânica de Voo no Rio de Janeiro, foi expulso em 1963 das Forças Aéreas Brasileiras, em Pernambuco, acusado de distribuir material de propaganda.</p>
<p>Começou a estudar Sociologia em Recife, mas foi preso no final de 64. Ele atuava junto ao Partido Operário Revolucionário Trotskista e foi acusado de subversão. Ficou preso em Recife e Fernando de Noronha por dez meses. Neste período, segundo a pesquisadora Lis de Freitas Coutinho, sofreu várias torturas. Entre elas, chegou a ser levado para um fuzilamento simulado num antigo paiol de munição de Recife.</p>
<p>Solto em setembro de 1965, estabeleceu-se em São Paulo. Ingressou em 1967 na primeira turma da recém-criada Escola de Comunicações Culturais da USP e passou a trabalhar no jornal <em>O Estado de S. Paulo</em>.</p>
<p>Ainda em 1967, num processo que corria em Pernambuco, Borin foi cassado por dez anos, por supostamente agir contra a segurança nacional e a ordem pública e social. Apesar de condenado em Recife, continuou estudando, trabalhando e militando em São Paulo. Segundo ele mesmo escreveu, fora “poupado” nessa época por não se engajar na luta armada.</p>
<p>Assim que se formou, em 1970, passou a atuar na ECA, primeiro como monitor e, em seguida, como professor de Redação. Nos anos seguintes, trabalharia com os temas Jornalismo Opinativo, Cooperativismo e Jornalismo Rural. Influenciado por sua infância e juventude nos cafezais do Oeste Paulista, o professor tornava-se especialista da questão agrária.</p>
<div id="attachment_21246" style="width: 623px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21246" class="wp-image-21246 size-full" title="Jair Borin (à esquerda), na redação da Folha de S. Paulo, em 1979" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jair-Borin_2-Folha-1979_agora_ECA.jpg" alt="Jair Borin (à esquerda), na redação da Folha de S. Paulo, em 1979" width="613" height="400" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jair-Borin_2-Folha-1979_agora_ECA.jpg 613w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jair-Borin_2-Folha-1979_agora_ECA-300x196.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 613px) 100vw, 613px" /><p id="caption-attachment-21246" class="wp-caption-text">Jair Borin, à esquerda, na redação da <em>Folha de S. Paulo</em>, em 1979 (Revista Adusp/Arquivo de Família)</p></div>
<p>Também engajado no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, foi preso nos corredores da ECA em março de 1974. Documentos indicam que o então diretor, Manuel Nunes Dias, o denunciara e sabia de sua prisão iminente. Mais uma vez o jornalista sofreria intimidação e torturas, desta vez no DOI-Codi de São Paulo e, semanas depois, em Recife.</p>
<p>Borin foi solto em dezembro de 1975, mas não foi recontratado pela USP. Seus direitos políticos ainda estavam suspensos devido à cassação de 1967, o que o impedia de assumir cargos públicos. Voltou para o <em>Estadão</em> e, dois anos depois, foi para a <em>Folha de S. Paulo</em>.</p>
<p>O jornalista só retornaria à ECA com a Lei da Anistia, em 1980, continuando então sua trajetória acadêmica. Tornou-se doutor em Ciências da Comunicação em 1987, livre-docente em 1993 e professor titular em 1999. Teve várias gestões como chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração. Entre seus temas de ensino e pesquisa estavam questão agrária, lobby e controle da mídia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-21247" title="Jair Borin - Ágora ECA" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jair-Borin_agora_ECA-192x300.jpg" alt="Jair Borin - Ágora ECA" width="240" height="374" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jair-Borin_agora_ECA-192x300.jpg 192w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jair-Borin_agora_ECA.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<p>Grande defensor de uma universidade pública forte e democrática, Borin também se engajou na política universitária. Foi presidente da Associação dos Docentes da USP (1997-1999) e concorreu aos cargos de diretor da ECA (2000) e de reitor da USP (2001). Nos dois casos venceu as eleições paritárias, mas acabou derrotado na Congregação e no colégio eleitoral, que definiam o primeiro colocado.</p>
<p>A vida acadêmica não impediu Jair Borin de continuar atuando no Sindicato dos Jornalistas, do qual foi diretor, e nos movimentos sociais, sobretudo naqueles ligados à questão da terra. Em 1985, participou na elaboração do Plano Nacional de Reforma Agrária no governo José Sarney. Em 2002, integrou o grupo que formularia o programa de educação, ciência e tecnologia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Em 2003, por ocasião de sua morte, aos 61 anos, o colega e professor Wilson da Costa Bueno escreveu: “Ele teve a capacidade de desempenhar simultaneamente diversos papeis e tornar-se referência em todos (&#8230;). Particularmente, foi cidadão, em seu sentido mais amplo, um compromisso que carregava com entusiasmo e que contagiava os que dele se acercavam.”</p>
<h5>Fontes:</h5>
<p><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27154/tde-11092018-100135/publico/LisdeFreitasCoutinho.pdf">Lis de Freitas Coutinho, “Interdição e silenciamento: o resgate da história da Escola de Comunicações e Artes da USP a partir dos processos administrativos de desligamento de docentes no período ditatorial (1969-1979)”, São Paulo, 2018</a></p>
<p><a href="https://www.adusp.org.br/files/revistas/31/r31a06.pdf">Wilson da Costa Bueno, “Jair Borin, múltiplas vidas comprometidas com a cidadania”, Revista Adusp, novembro de 2003</a></p>
<p><a href="https://sites.usp.br/comissaodaverdade/wp-content/uploads/sites/59/2015/07/Jair-Borin.pdf">Ficha de Jair Borin na Comissão da Verdade</a></p>
<h5>Fotos:</h5>
<p><a href="http://www.50anos.eca.usp.br/sites/default/files/imagem/1969_Jair%20Borin_000001.jpg" target="_blank" rel="noopener">Site ECA 50 Anos</a></p>
<p><a href="https://www.adusp.org.br/files/revistas/31/r31a06.pdf" target="_blank" rel="noopener">Revista Adusp</a>/Arquivo de Família</p>
<p><a href="https://www.adusp.org.br/files/revistas/31/r31a06.pdf">Revista Adusp</a>/Daniel Garcia</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Professores cassados: José Freitas Nobre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2021 19:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Freitas Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[José Freitas Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[professores cassados]]></category>
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					<description><![CDATA[José Freitas Nobre: deputado federal da oposição Nascido em Fortaleza em 1921, José Freitas Nobre teve uma carreira profícua: foi jornalista, advogado, professor e escritor, além de ter tido uma]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>José Freitas Nobre: deputado federal da oposição</h4>
<p>Nascido em Fortaleza em 1921, José Freitas Nobre teve uma carreira profícua: foi jornalista, advogado, professor e escritor, além de ter tido uma atuação sindical e política bastante intensa. Foi presidente da Federação Nacional dos Jornalistas e do Sindicato de Jornalistas Profissionais de São Paulo. Na política, por São Paulo, foi vereador (1959-1961) e vice-prefeito de Prestes Maia (1961-1965) pelo PSB e deputado federal por quatro mandatos consecutivos pelo MDB e depois PMDB (1971-1987), com forte atuação contra a ditadura militar.</p>
<p>Depois do golpe militar de 1964, exilou-se na França e retornou ao Brasil em 1967, quando passou a integrar o corpo docente inicial do Departamento de Jornalismo da ECA (então ECC) e criou o primeiro laboratório aplicado do curso, a Agência Universitária de Notícias. Era procurador do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) quando foi contratado pela ECA em 1968. Como professor, poderia exercer um cargo técnico sem que isso fosse considerado acúmulo de função pública. Mas ao ser eleito deputado federal em 1970 os problemas começaram a surgir. Ele obteve autorização especial da Câmara para dar aula na ECA, mas a USP não aceitou, pois entendeu que se tratava de tríplice acumulação. Na época, ele já estava aposentado pelo INSS, por isso acreditava que poderia atuar na USP como professor e considerou ser vítima de cassação branca quando foi afastado em 1972.</p>
<p>A contratação de Freitas Nobre e a discussão jurídica sobre a eventual tríplice acumulação de cargos foi um processo longo que durou muitos anos, complicado por ele ser deputado federal de oposição à ditadura e líder de seu partido no Congresso. Ele defendeu seu doutorado em Direito e Economia da Informação na Universidade de Paris em 1973, mas seu diploma levou muito tempo para ser reconhecido na USP.</p>
<p>Freitas Nobre retornou à ECA em 1986 como professor temporário. A partir daí seus contratos foram sendo prorrogados, e em 1988 foi aprovado em concurso. Tornou-se professor livre-docente em 1987 e professor titular em 1990. Faleceu em novembro de 1990. Por iniciativa de José Marques de Melo, o auditório da ECA homenageia o parlamentar e professor Freitas Nobre. E, em 2017, o aeroporto de Congonhas teve o nome alterado para homenageá-lo.</p>
<blockquote class="dfd-textmodule-blockquote"><p>“Freitas Nobre foi um dos maiores estudiosos da liberdade de imprensa no Brasil e um político exemplar.”</p>
<div class="slug">José Marques de Melo</div>
</blockquote>
<h5>Fontes:</h5>
<p><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/perseguicao-politica-a-professores-marcou-anos-iniciais-da-eca-usp/" target="_blank" rel="noopener">Jornal da USP: Perseguição política a professores marcou anos iniciais da ECA/USP</a></p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/131975/biografia" target="_blank" rel="noopener">Biografia de Freitas Nobre no site da Câmara Federal</a></p>
<p><a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jose-freitas-nobre" target="_blank" rel="noopener">Verbete no site da FGV (Fundação Getúlio Vargas)</a></p>
<p><a href="http://www3.eca.usp.br/noticias/freitas-nobre-o-ex-professor-que-ganhou-um-aeroporto-com-seu-nome" target="_blank" rel="noopener">Site da ECA: Freitas Nobre, o ex-professor que ganhou um aeroporto com seu nome.</a></p>
<p><a href="http://www.mac.usp.br/mac/templates/exposicoes/exposicao_artejornalismo/expo_virtual/virtual7.htm" target="_blank" rel="noopener">Site do MAC: Exposição ArteJornalismo</a></p>
<p><a href="http://www.sef.usp.br/wp-content/uploads/sites/59/2015/07/Jose-Freitas-Nobre.pdf">Ficha de Freitas Nobre na Comissão da Verdade</a></p>
<h5>Foto:</h5>
<p>J.C.Brasil/CPDoc JB</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Professores cassados: Thomaz Farkas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 13:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[professores cassados]]></category>
		<category><![CDATA[Thomaz Farkas]]></category>
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					<description><![CDATA[Thomaz Farkas: contrato não renovado Thomaz Jorge Farkas nasceu em Budapeste, Hungria, em 1924, e imigrou para São Paulo aos 6 anos de idade com seus pais. Aos 8 anos,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Thomaz Farkas: contrato não renovado</h4>
<p>Thomaz Jorge Farkas nasceu em Budapeste, Hungria, em 1924, e imigrou para São Paulo aos 6 anos de idade com seus pais. Aos 8 anos, ganhou sua primeira máquina fotográfica. Formou-se engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1947 e realizou doutorado 30 anos depois na Escola de Comunicação e Artes da USP, onde também atuou como professor a partir de 1969, ministrando cursos de Fotografia, Fotojornalismo e Jornalismo Cinematográfico.</p>
<p>Em 1968, foi preso pelo regime militar sob a acusação de colaborar com a guerrilha e ficou encarcerado uma semana no DOI-Codi. No Dops, havia um grande dossiê sobre Farkas. Em 1964, quando o Brasil começava a viver sob a ditatura militar, Farkas enviava realizadores para a periferia da cidade do Rio de Janeiro e para a região Nordeste, em busca de imagens que divulgassem o &#8220;Brasil Verdade&#8221;. A maior parte desses filmes, sobretudo os realizados entre 1964 e 1974, ficou conhecida como a “<a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/a-caravana-farkas/">Caravana Farkas</a>”, uma série de <a href="https://www.thomazfarkas.com/filmes/">documentários cinematográficos</a> que ajudou a redescobrir o Brasil através do cinema. A ideia era exibir esses filmes em escolas, em um trabalho educativo.</p>
<p>Farkas havia assumido a direção da Fotoptica em 1960, após o falecimento do pai, e naquela grande empresa de equipamentos audiovisuais tinha acesso às mais modernas filmadoras e câmeras fotográficas da época. Porém, o dossiê o retratava como um “comunista ferrenho”, que agia de “modo suspeito” ao viajar pelo país com equipamentos fotográficos sofisticados. O dossiê cita ainda o envolvimento de seu filho com um movimento de guerrilha, a <a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/vanguarda-armada-revolucionaria-palmares-var-palmares">VAR-PALMARES</a>. Um ano após esse episódio envolvendo o filho, em 13 de setembro de 1972, o contrato de Farkas foi indeferido pelo então reitor da USP. Ele retornaria à ECA somente em 1979, por contrato.</p>
<p>Thomaz Farkas é reconhecido por sua extensa produção fotográfica e cinematográfica, tendo realizado exposições nos mais importantes centros culturais e museus do Brasil e do exterior, e sendo considerado um dos principais expoentes da fotografia moderna no Brasil. Ele foi produtor e coprodutor de aproximadamente 38 filmes documentários de curta e média-metragem, tendo dirigido três deles.</p>
<p>“Por suas lentes passaram belezas e realidades do Sertão e do Recôncavo baiano, do samba carioca e tantos outros temas onde o Brasil e sua gente são vistos por inteiro. Farkas foi um caçador de imagens, daquelas que o olhar comum não alcança&#8230; límpidas, iluminadas e, às vezes, cruas, que fazem o espectador rever sua posição tanto na poltrona do cinema quanto na vida. Incansável produtor que viabilizou ideias e projetos de uma geração inteira de cineastas, Farkas foi um artista múltiplo a ser contemplado sob vários ângulos por ter sido um dos mais dinâmicos animadores da cena visual contemporânea brasileira.”</p>
<p>Thomaz Farkas morreu em 26 de março de 2011, aos 86 anos de idade.</p>
<h5>Fontes:</h5>
<p><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/perseguicao-politica-a-professores-marcou-anos-iniciais-da-eca-usp/">Jornal da USP: Perseguição política a professores marcou anos iniciais da ECA/USP</a></p>
<p><a href="https://www.thomazfarkas.com/bio/">Thomaz Farkas Bio</a></p>
<p><a href="http://www.mac.usp.br/mac/templates/exposicoes/exposicao_artejornalismo/expo_virtual/virtual2.htm">Museu Universitário ArteJornalismo (Texto: Osmar Mendes Júnior)</a></p>
<p><a href="http://www.hu.usp.br/wp-content/uploads/sites/59/2015/07/Thomas-Jorge-Farkas.pdf">Ficha de Farkas na Comissão da Verdade</a></p>
<h5>Foto:</h5>
<p><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/perseguicao-politica-a-professores-marcou-anos-iniciais-da-eca-usp/">Jornal da USP</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Professores cassados: José Marques de Melo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2021 00:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[José Marques de Melo]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[professores cassados]]></category>
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					<description><![CDATA[José Marques de Melo e a “subversiva” apostila Técnica do Lide José Marques de Melo iniciou sua carreira de jornalista no começo dos anos 1960, quando atuou no movimento estudantil]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>José Marques de Melo e a “subversiva” apostila Técnica do Lide</h4>
<p>José Marques de Melo iniciou sua carreira de jornalista no começo dos anos 1960, quando atuou no movimento estudantil do Recife, participou das lutas políticas da época e integrou a equipe do governo cassado de Miguel Arraes, em Pernambuco, tendo sido preso e processado pela ditadura militar de 1964. Mudou-se para São Paulo e começou a trabalhar na USP em 1966, como voluntário. Em 1967 passou no concurso para integrar o corpo docente fundador da Escola de Comunicações Culturais e logo assumiu a primeira cátedra de Jornalismo.</p>
<p>Em 1970, após a realização da II Semana de Jornalismo, com o tema “Censura e Liberdade de Imprensa”, o professor recebeu a visita de policiais em busca das fitas gravadas do evento. Foi informado de que sua vida estava sendo vasculhada. Em 1972, após a realização da IV Semana de Jornalismo, foi enquadrado no <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1960-1969/decreto-lei-477-26-fevereiro-1969-367006-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto-Lei 477/1969</a>, que definia “infrações disciplinares praticadas por professores, alunos, funcionários ou empregados de estabelecimentos de ensino público ou particulares”.</p>
<p>A causa da advertência foi a apostila <a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/06/T%C3%A9cnica-do-Lide.pdf">“Técnica do Lide”</a>, compilada por seus alunos. Consistia em uma seleção de trechos de jornais da época, mostrando os vários tipos possíveis de lide em uma notícia. A apostila havia sido editada em 1968 e reeditada em 1972, circulado em várias universidades brasileiras e ganhado destaque internacional. Os militares consideraram o material tendencioso. Marques de Melo foi acusado de praticar magistério “subversivo”, estimulando os alunos a denegrir a imagem do Brasil no exterior e incitando-os contra o regime militar. Embora tenha sido absolvido pelo ministro da Educação, Jarbas Passarinho, tornou-se <em>persona no grata</em> na universidade, foi discriminado e afastado do cargo de diretor do Departamento de Jornalismo da ECA.</p>
<p>Vigiado ostensivamente pelos agentes de segurança, depois de defender sua tese de doutorado e se tornar o primeiro doutor em Jornalismo do país em 1973, decidiu fazer pós-doutorado nos Estados Unidos, na Universidade de Wisconsin. Ao retornar, em 1974, foi surpreendido com sua demissão sumária da USP, considerada cassação branca. Ficou impedido de lecionar e pesquisar na instituição e de atuar em universidades públicas de 1974 a 1979.</p>
<div id="attachment_21162" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21162" class="wp-image-21162 size-full" title="José Marques de Melo" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Jose_Marques_de_Melo_4_AGORA_ECA.jpg" alt="José Marques de Melo" width="600" height="385" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Jose_Marques_de_Melo_4_AGORA_ECA.jpg 600w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Jose_Marques_de_Melo_4_AGORA_ECA-300x193.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-21162" class="wp-caption-text">José Marques de Melo</p></div>
<p>O regresso ao corpo docente da ECA ocorreu em 1979, com a abertura política e a anistia. Logo reassumiu a chefia do Departamento de Jornalismo, posição que ocupou por muitos anos. Tornou-se livre-docente em 1984 e professor titular em 1987. Foi diretor da ECA de 1989 a 1992. Depois de 34 anos no serviço público, aposentou-se em 1993. Recebeu o título de professor emérito em 2003.</p>
<div id="attachment_21163" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21163" class="wp-image-21163 size-full" title="José Marques de Melo." src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Jose_Marques_de_Melo_Agora_ECA.jpg" alt="José Marques de Melo" width="800" height="420" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Jose_Marques_de_Melo_Agora_ECA.jpg 800w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Jose_Marques_de_Melo_Agora_ECA-300x158.jpg 300w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Jose_Marques_de_Melo_Agora_ECA-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-21163" class="wp-caption-text">José Marques de Melo</p></div>
<p>O processo de anistia de José Marques de Melo culminou com sentença favorável em julho de 2015, depois de tramitar durante um quarto de século. O professor faleceu em junho de 2018, aos 75 anos.</p>
<h5>Fontes:</h5>
<p><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/perseguicao-politica-a-professores-marcou-anos-iniciais-da-eca-usp/" target="_blank" rel="noopener">Jornal da USP: Perseguição política a professores marcou anos iniciais da ECA/USP</a></p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/interc/a/gk5YGD63jL5RVDtf5MtZtdp/?lang=pt" target="_blank" rel="noopener">Artigo no Scielo: Fragmentos da memória de um professor de Jornalismo: perplexidades evidentes no tardio itinerário do anistiado político</a></p>
<p><a href="https://jornal.usp.br/universidade/eventos/morre-jose-marques-de-melo-um-dos-maiores-pensadores-da-comunicacao-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">Jornal da USP: Morre José Marques de Melo, um dos maiores pensadores da comunicação no Brasil</a></p>
<p><a href="http://www2.eca.usp.br/memorias/pt-br/entrevistas/Jose%20Marques%20de%20Melo" target="_blank" rel="noopener">Projeto Memórias da ECA/USP: 50 anos | Videoentrevistas de José Marques de Melo</a></p>
<p><a href="https://sites.usp.br/comissaodaverdade/wp-content/uploads/sites/59/2015/07/Jos%C3%A9-Marques-de-Melo.pdf">Ficha de José Marques de Melo na Comissão da Verdade</a></p>
<h5>Fotos:</h5>
<p>Jornal da USP/Acervo CALC; Eduardo Knapp; Jornal da USP/Lincon Zarbietti</p>
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		<title>Professores cassados: Jean-Claude Bernardet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 14:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Claude Bernardet]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[professores cassados]]></category>
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					<description><![CDATA[Jean-Claude Bernardet: cassação oficial pelo AI-5 O crítico e cineasta Jean-Claude Bernardet, professor da então Escola de Comunicações Culturais da USP (ECC), tornou-se um dos alvos da ditadura militar iniciada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Jean-Claude Bernardet: cassação oficial pelo AI-5</h4>
<p>O crítico e cineasta <strong>Jean-Claude Bernarde</strong>t, professor da então <strong>Escola de Comunicações Culturais da USP (ECC)</strong>, tornou-se um dos alvos da ditadura militar iniciada em 1964. Ainda jovem, recém-ingressado no curso de Cinema da USP, ele foi incluído numa relação de 24 pessoas, na sua maioria docentes da USP, compulsoriamente aposentadas por decreto do ditador marechal Arthur da Costa e Silva, de 29 de abril de 1969, baseado no Ato Institucional nº 5 (editado em dezembro de 1968).</p>
<p>Nessa época, atuava na Cinemateca e nos Centros Populares de Cultura da <strong>União Nacional dos Estudantes</strong>. A medida também interrompeu suas atividades docentes na Universidade de Brasília. Supõe-se que o responsável imediato pela arbitrariedade cometida contra Bernardet tenha sido o então diretor da ECC, Antonio Guimarães Ferri, que teria pedido ao reitor licenciado Gama e Silva, ministro da Justiça, que incluísse na lista, ainda, os nomes do professor Paulo Emílio Sales Gomes e do coordenador do curso, Rudá de Andrade. “O Paulo pertencia a uma certa aristocracia e por isso era meio difícil cassá-lo. O Rudá era filho do Oswald de Andrade, um escritor indiscutível, e também era difícil cassá-lo. Mas eu não. Eu poderia ser cassado à vontade. E fui!”, relata Bernardet.</p>
<div id="attachment_21111" style="width: 1119px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21111" class="wp-image-21111 size-full" title="Jean-Claude Bernardet" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Agora_ECA_Bernardet_Professor_Cinemateca.jpg" alt="Jean-Claude Bernardet" width="1109" height="740" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Agora_ECA_Bernardet_Professor_Cinemateca.jpg 1109w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Agora_ECA_Bernardet_Professor_Cinemateca-300x200.jpg 300w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Agora_ECA_Bernardet_Professor_Cinemateca-1024x683.jpg 1024w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Agora_ECA_Bernardet_Professor_Cinemateca-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1109px) 100vw, 1109px" /><p id="caption-attachment-21111" class="wp-caption-text">Jean-Claude Bernardet &#8211; Arquivo Cinemateca</p></div>
<p>Ele retornaria à ECA em 1980, beneficiado pela anistia, sem lamentar a longa ausência, tanto pelas ricas atividades que desenvolveu fora da universidade como pela relação conflituosa que mantinha com o corpo docente da escola na década de 1960. Foram “11 anos maravilhosos”, nos quais atuou como crítico de cinema no semanário alternativo Opinião, viajou pelo país a serviço do Instituto Goethe, organizando seminários e conhecendo cineclubes de vários Estados e escreveu <em>Cinema Brasileiro: Propostas para uma História.</em></p>
<h5>Fonte:</h5>
<p><a href="https://www.adusp.org.br/files/revistas/62/01.pdf" target="_blank" rel="noopener">REVISTA ADUSP &#8211; ENTREVISTA: JEAN-CLAUDE BERNARDET &#8211; Crítico, roteirista, ator, <em>enfant terrible</em> do cinema nacional. (pdf)</a></p>
<p><a href="https://sites.usp.br/comissaodaverdade/wp-content/uploads/sites/59/2015/07/Jean-Claude-Bernadet.pdf">Ficha de Bernardet na Comissão da Verdade USP</a></p>
<h5>Fotos:</h5>
<p><a href="http://cinemateca.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Cinemateca Brasileira</a></p>
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		<title>Professores cassados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 May 2021 20:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A ECA]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[professores cassados]]></category>
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					<description><![CDATA[Perseguição política a professores marcou anos iniciais da ECA/USP Entre 1969 e 1979, em meio à ditadura militar, cinco professores da Escola de Comunicações e Artes da USP – Jean-Claude]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Perseguição política a professores marcou anos iniciais da ECA/USP</h2>
<p>Entre 1969 e 1979, em meio à ditadura militar, cinco professores da <strong>Escola de Comunicações e Artes da USP</strong> – <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/05/24/jean-claude-bernardet/">Jean-Claude Bernardet</a>, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/13/professores-cassados-thomaz-farkas/">Thomaz Farkas</a>, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/21/professores-cassados-jose-freitas-nobre/">José Freitas Nobre</a>, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/07/02/professores-cassados-jair-borin/" target="_blank" rel="noopener">Jair Borin</a> e <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/06/04/professores-cassados-jose-marques-de-melo/">José Marques de Melo</a> – foram desligados de suas funções de modo arbitrário. Após 1979, eles foram reintegrados ao quadro de professores, alguns pela Lei da Anistia. Esse processo de interdição prejudicou a produção de conhecimento da escola, principalmente na área da comunicação.</p>
<p>Essas foram as primeiras cassações – oficiais ou não – ocorridas a professores da ECA. Em comum entre elas estava o desligamento arbitrário e o posterior retorno às atividades docentes na USP, após 1979. Todos foram cassados do cargo de professor de modo “não oficial”, à exceção de Jean-Claude Bernardet, cassado oficialmente pelo decreto presidencial de 29 de abril de 1969 que aposentou vários docentes, tanto da USP como de outras instituições de ensino, e que foi embasado pelo Ato Institucional nº 5 (AI5), de 13 de dezembro de 1968. Além de perseguição física, houve perseguição cotidiana, diária e naturalizada nas instituições de ensino superior, tornadas indetectáveis pela ausência de registros físicos, em papel.</p>
<p>Esses professores foram prejudicados não apenas pelo desligamento arbitrário. Muitos faziam o doutorado e tiveram dificuldade em montar a banca de avaliação, quase inviabilizando a defesa. Eles passaram por dificuldades na recolocação profissional, ao saírem da USP, e também ao retornarem à universidade, pois vários projetos de pesquisa iniciados antes dos desligamentos haviam perdido o sentido e não puderam ter continuidade.</p>
<p>Na época das interdições, a ECA havia sido recém-criada, em 1966, como <strong>Escola de Comunicações Culturais (ECC)</strong>, portanto, a faculdade nasceu exatamente nesse primeiro momento de perseguições políticas da ditadura militar. Os professores eram admitidos por meio de um contrato com duração de dois ou três anos, e não por concurso, como é hoje. As renovações podiam ou não ocorrer, mas eram praticamente automáticas, dada a falta de docentes especializados. A administração funcionava no prédio da Reitoria, o quadro docente estava em formação e não havia professores titulares. Muitos professores eram oriundos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, que na época funcionava na Rua Maria Antônia, no centro de São Paulo. Outros não tinham formação acadêmica, apenas experiência na área.</p>
<p>O governo militar havia criado as Assessorias Especiais de Segurança e Informações (Aesis), vinculadas ao Serviço Nacional de Informações, que funcionavam dentro de instituições públicas, incluindo universidades, e trocavam dados entre si. Apesar de não terem poder decisório, as Aesis orientavam e aconselhavam a Reitoria sobre professores, alunos e funcionários, além de acompanhar e monitorar o dia a dia das atividades realizadas nos campi e analisar as contratações e renovações de professores.</p>
<p><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/perseguicao-politica-a-professores-marcou-anos-iniciais-da-eca-usp/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de matéria publicada do Jornal da USP em 10 de julho de 2019</a></p>
<hr />
<p><strong>Texto:</strong> Valéria Dias</p>
<p><strong>Pesquisa:</strong> Lis de Freitas Coutinho</p>
<hr />
<p><em><strong>Imagem do post:</strong> Prédio da Reitoria (à esquerda), onde a Escola de Comunicações Culturais funcionou de 1967 a 1970 (Foto: Acervo virtual da ECA). Em 1970, a ECA é transferida para o novo prédio (à direita), que ocupa até os dias atuais (Foto: Acervo pessoal Luiz Milanesi/ ECA)</em></p>
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