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	<title>turma 1972 &#8211; Ágora Eca</title>
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		<title>Gabriel Priolli</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 23:37:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
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					<description><![CDATA[Depoimento de Gabriel Priolli, Jornalismo 1972]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb-content-wrapper" id="wpb-content-root"><div class="vc_row vc-row-wrapper "  data-parallax_sense="30"><div class="wpb_row row" >
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			<h3>O curso que me escolou</h3>
<p>Há escolas que recebem o jovem, lhe dão aulas e ele que cuide do seu futuro. Há escolas que ensinam mal, frustram o jovem e podem comprometer o seu futuro. E há escolas que não frustram, ensinam muito, preparam bem e comprometem tanto o jovem com o seu aprendizado, sua época e seu país que podem mudar o rumo de sua vida e quase determinar o futuro que ele terá. Essa foi a ECA que experimentei e me moldou, na primeira metade dos anos 1970.</p>
<p>Em janeiro de 1972, quando fiz o vestibular para a cobiçada Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, eu estava para fazer 19 anos e era um publicitário em início de carreira. No semestre anterior, ainda estudante secundarista, havia cumprido um estágio de redator na Levino Silva Propaganda, e agora começava a trabalhar na Salles Florence, agência pequena das Perdizes. Queria cursar Publicidade na faculdade e ralei muito para entrar na ECA, porque era uma escola da USP, onde meu pai e tios se formaram, e era gratuita, não pesaria no apertado orçamento familiar.</p>

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			<p>Mas eu queria a ECA também porque me garantiram que o trote por lá era civilizado, não cortavam o cabelo dos calouros. Eu não poderia viver sem a enorme cabeleira hippie que cultivava desde 1970, imitando Jimi Hendrix e Caetano Veloso. Passei no vestibular (Ó, glória!) e já no trote a escola me encantou. Os veteranos não tocaram um dedo em mim, enquanto os colegas da Geologia, por exemplo, eram raspados até o cerebelo e ainda tinham de sentar numa almofada cheia de tinta, depois numa folha de papel, para fazer um lindo “bundograma”, de presente para a mamãe… Não só o cabelão ficou intacto como o meu cabeção começou a pirar já no trote. Foram tantas atividades culturais e debates com gente bonita, inteligente e divertida, antes de começar as aulas, que eu mal podia esperar pelo curso, tão entusiasmado eu fiquei.</p>
<p>Entre os colegas que conheci naquele inesquecível trote, inclusive de outras faculdades, estava <strong>Carolina Leme</strong>, caloura de Economia. Começamos um namoro que durou toda a graduação, depois casamos, tivemos a <strong>Julia</strong> e mais tarde seguimos outros rumos. Para mim, esse não foi apenas um relacionamento felicíssimo enquanto durou. Foi muito mais, foi uma “USP paralela&#8221; que eu cursei, digamos assim. Carola era filha de Ruy Leme, criador do curso de Engenharia de Produção na POLI e também professor da FEA; e de Maria Alice Vanzolini Leme, professora da Psicologia. As filhas deles, os genros, os namorados da filhas, quase todos éramos da USP. A nossa vida girava em torno da universidade, seu mundo e seus problemas. Na residência de Maria Alice e Ruy tive o privilégio de conviver com grandes mestres, inclusive de outros estados e países, em incontáveis jantares e recepções. Cada um desses eventos e mesmo os dias comuns do cotidiano naquela casa eram de aprendizado para mim.</p>

		</div> 
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			<p>A escola me entregou mais do que eu esperava. A começar da minha <strong>politização</strong>. Eu já estava saindo da alienação desde o cursinho crítico que fiz, o Equipe. Mas, na ECA, completei o serviço. Entendi, de fato, o que era a <strong>ditadura militar</strong>, o que representava o tenebroso <strong>AI-5</strong> e o seu odiento Decreto-Lei 477, que proibia a <strong>atividade política estudantil</strong>. Na prática, ao contrário do que pretendiam, esses estrupícios autoritários só estimulavam o nosso interesse pela política, porque a meta era derrubar todos eles. Tomei contato com as correntes estudantis e suas conexões com partidos clandestinos, tendências sindicais, movimentos sociais de todo tipo. Não militei formalmente em nenhuma dessas organizações, mas interagi com elas e me alinhei mais à corrente <strong>Refazendo</strong>, ligada à <strong>Ação Popular</strong>, um grupo de esquerda católica e marxista que gerou quadros para os futuros PT e PSDB.</p>
<p>Numa escola politizada como a ECA, era natural que ela própria e seu currículo fossem objeto de crítica permanente. O conteúdo das disciplinas, a metodologia de ensino, os materiais didáticos, o equipamento dos laboratórios, a postura acadêmica e política dos professores, tudo era esquadrinhado e debatido pelos alunos, o tempo todo. Alguns queriam mudar tudo, outros nem tudo, raros queriam mudar nada. Eu estava com os mudancistas moderados, mas me aplicava até mesmo nas disciplinas mais criticadas. Estudava tudo, devorava a bibliografia indicada, participava ativamente das aulas. Procurava sugar cada gota de conhecimento que a ECA me proporcionava. E era um aluvião, um rio que passava em minha vida.</p>

		</div> 
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			<p>O <strong>ciclo básico</strong> dos dois primeiros anos, comum a todos os alunos, foi incrível. Havia ali gente que pretendia seguir (ou já seguia) as mais diversas carreiras, do jornalismo às artes plásticas, do cinema à editoração. A diversidade de visões dos alunos, as múltiplas habilidades que tinham, as experiências que traziam, tudo isso junto e misturado produzia um <strong>“caldo de cultura”</strong> saborosíssimo. A criatividade era a palavra de ordem. Ousar, inventar, testar. A depender do professor, mesmo nas disciplinas teóricas era possível fazer trabalhos ousados, na forma de encenações de teatro, filmes, programas de rádio e TV, o que fosse.</p>
<p>Experimentar linguagens era o grande barato e os grupos competiam para fazer o trabalho mais criativo, mais impactante. Nunca me esqueci de uma adaptação para rádio que fizemos de <strong><em>O Desaparecimento de Luisa Porto</em>, de Carlos Drummond de Andrade</strong>. O poeta leu uma notícia sobre um caso banal e a transmutou em fina arte. Nós levamos o seu texto a <strong>Gil Gomes</strong>, lenda do jornalismo policial radiofônico, e montamos um programa com a versão melodramática e assustadora que ele produziu do poema. Ficou maravilhoso. Não lembro se foi ao ar em seu programa, mas é quase certo. Gil era muito criticado em círculos elitistas pela linguagem “popularesca&#8221; e adorou a oportunidade de trabalhar com estudantes de comunicação da prestigiosa USP. Nós, vice-versa.</p>

		</div> 
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			<p>Terminado o ciclo básico, foi a hora de escolher a carreira. A essa altura, eu já hesitava em cursar Publicidade. Trabalhava na área há três anos, estava sindicalizado e a profissão não era regulamentada, não exigia diploma universitário. Eu podia fazer a habilitação que quisesse na ECA. Já andava mais com os colegas que fariam Jornalismo, também gostava da área e optei por ela. O curso era muito forte, reputado. Me daria um diploma “forte”, com grande valor de mercado. Se fosse o caso de abandonar a Publicidade, o que eu ainda não cogitava, teria em mãos um ativo poderoso para arrumar bons empregos em jornal.</p>
<p>Eis então que, em <strong>1974</strong>, eu me vi estudando <strong>Jornalismo</strong> com um grupo incrível de colegas, todos eles nomes destacados no futuro. Conheci um grupo de professores excelentes que se tornaram meus preceptores, amigos muito queridos, a quem devo o incentivo para virar chave na vida profissional. Foram eles <strong>Paulo Roberto Leandro</strong> e o <strong>casa</strong>l <strong><a href="https://www.agoraeca.com.br/2022/07/08/trajetorias-cremilda-medina/">Cremilda</a></strong> e <strong><a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/07/16/professores-cassados-sinval-medina/">Sinval Medina</a></strong>. Os três moldaram o jornalista que eu viria a ser. Particularmente, Paulo Roberto e Cremilda, que também trabalhavam na <strong>TV Cultura</strong> e me inocularam a paixão pelo telejornalismo.</p>

		</div> 
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			<p>Mas antes de experimentar a televisão, eu conheci o <strong>jornalismo científico</strong>. A USP mantinha na ECA a <strong>Agência Universitária de Notícias</strong>, um serviço noticioso que publicava um boletim semanal sobre as pesquisas em andamento e os eventos da universidade. Todos os alunos passavam por lá, produzindo matérias como atividade prática da disciplina <strong>Jornalismo Informativo</strong>. Mas alguns eram convidados a permanecer no corpo fixo da agência, como estagiários. Eu tive a sorte de ser um deles. Por mais de um ano, entre 1974 e 1975, fui repórter da AUN, dividindo o meu tempo com o trabalho em Publicidade. Escrevia anúncios para lançamentos imobiliários, por exemplo, e reportagens sobre a vida nos formigueiros. Tinha tudo a ver…</p>
<p>Nós aprendemos no curso que era essencial para o jornalista ter boas fontes de informação. Para o trabalho na AUN, isso eu já trouxe da casa de meus sogros. Conheci lá professores de todas as áreas da USP, da Reitoria às diversas escolas, gente da pesquisa, do ensino e da gestão. Eu era um garoto que atuava na extensão e tive muita ajuda para entender assuntos científicos complicados, saber quem eram os bambas em cada área acadêmica e descobrir pautas interessantes. Cada reportagem era uma aula particular que eu recebia de grandes mestres da USP. Por exemplo, de <strong>Ernst e Amélia Hamburger</strong>, sumidades da Física; de <strong>Ulpiano Bezerra de Menezes</strong>, não menos da Arqueologia; e da lenda-viva <strong>Paulo Vanzolini</strong>, catedrático da Zoologia e do samba. Aliás, Tio Paulo, muito querido. Ele era tio da minha futura mulher e a nossa relação era de família.</p>
<p>OK, esses contatos foram um privilégio muito particular, é verdade. Mas não era difícil ter acesso aos professores naqueles anos, no curso que fosse. Sedentos de conhecimento na seca que a censura impunha, era comum os estudantes circularem entre as diversas unidades da USP, para assistir aulas como ouvintes. Informalmente mesmo, apenas indo e entrando. As aulas de <strong>Marilena Chauí</strong> na <strong>FFLCH</strong> atraíam tanta gente que mudaram de uma classe comum para um auditório e depois tiveram de vetar os “bicões”, porque mesmo ele abarrotava. A mesma coisa acontecia com <strong>Paulo Emílio Salles Gomes</strong>, que dava <strong>Cinema Brasileiro</strong> na ECA. O auditório do 2º andar, que hoje tem o nome dele, ficava tão lotado que não cabia um fotograma a mais naquele espaço.</p>
<p>Enfim, a gente estudava na USP, de modo geral, e não apenas na própria escola onde estava matriculado. Ao menos, quem tinha tempo para isso e queria. E aprendia não somente porque assistia aulas dos outros cursos. Mas porque convivia e interagia com alunos de todas as partes, todas as tribos, grupos de interesse, preferências estéticas e tendências ideológicas. O movimento estudantil transcendia muito a política. Era movimento em sentido absoluto, de ideias, de gostos, de expressões, de gestos, de jeitos de viver a juventude. Mas a política era o eixo estruturante de tudo. A meta era derrubar a ditadura. A geração anterior tinha lutado muito por isso e pagava caro, com o exílio, a prisão ou a morte. Nosso dever era retomar a luta no novo contexto, com outras táticas, mas a mesma coragem para o enfrentamento.</p>

		</div> 
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			<p>Em <strong>1975</strong>, demos um passo ousado. O <strong>diretor da ECA, Manuel Nunes Dias</strong>, era um autoritário sintonizado com a ditadura e vinha escalando a repressão interna na escola, contra estudantes e professores. Era um tipo que censurava o nosso mural e policiava o currículo das disciplinas, vigilante para que o insidioso comunismo não fizesse da “sua” escola um soviete. No início do ano letivo, ele cometeu o desatino de <strong><a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/07/16/professores-cassados-sinval-medina/">demitir Sinval Medina</a></strong>, <strong>coordenador do Curso de Jornalismo e Editoração</strong>, depois que ele foi reprovado no exame de qualificação para o mestrado, por uma banca facciosa. Em solidariedade a ele, demitiram-se Cremilda, Paulo Roberto e o professor Walter Sampaio. E nós, indignados, entramos em <strong>greve</strong>, pedindo a saída de Nunes e a reintegração dos mestres.</p>
<p>Foi a primeira greve estudantil no país desde o AI-5, salvo traição da memória. A primeira realizada em desafio aberto ao temido decreto 477, cuja transgressão podia dar em expulsão e indiciamento na Lei de Segurança Nacional. Outras escolas fizeram atos e paralisações em protesto e o movimento estudantil deu um salto enorme de mobilização, a partir do <strong>“foco subversivo&#8221; da ECA</strong>. A nossa determinação criou um impasse. Impossibilitada de recuar, a direção universitária tentou quebrar o nosso ânimo ameaçando cancelar o semestre, o que nos impediria de formar naquele ano. Mas não recuamos. Perdemos a greve e o semestre, Nunes ficou, os professores não voltaram, mas preservamos a dignidade.</p>

		</div> 
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			<p>Quando começou o segundo semestre, a disciplina de <strong>Telejornalismo</strong> não tinha professor. Colegas foram procurar <strong><a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/07/07/professores-vladimir-herzog/">Vladimir Herzog</a></strong>, que já havia chefiado o jornalismo da TV Cultura e estava cotado para retornar com a nova direção da emissora, que havia tomado posse em junho. Pediram a Vlado que assumisse a cadeira. E onde estava eu nesse instante, prestes a tornar-se histórico — e trágico? Exatamente na emissora pública paulista. Havia começado a trabalhar lá como repórter no início de abril, onde já estavam Cremilda, Paulo Roberto e Walter Sampaio. Vinha iniciando, simultaneamente, a minha vida no jornalismo e na televisão, as duas áreas em que atuo desde então.</p>
<p><strong>Vlado foi admitido na ECA</strong> e começou a lecionar em agosto. Em setembro, recomeçou na TV Cultura. E no final de outubro, <strong>morreu espancado</strong> num órgão semiclandestino do Exército. Um matadouro chamado Destacamento de Operações de Informações, do Centro de Operações de Defesa Interna. O infame <strong>DOI-CODI</strong>, o antro de torturadores financiado por empresários, treinado pela CIA norte-americana e chefiado pelo famigerado Coronel Brilhante Ustra.</p>
<p>O choque foi terrível e marcou a <strong>geração estudantil dos 70</strong>. Muito mais a nossa turma, aquela para quem Vlado mal teve tempo de lecionar. Quando penso naquilo tudo, mal consigo acreditar que tenha vivido. Num mesmo ano, eu vi meus mestres formadores serem atingidos pela ditadura e um outro professor, que também era meu chefe, morrer assassinado por razões políticas. Em seis meses, fui da greve na ECA à morte de Vlado, enquanto dava um giro de 180º na carreira profissional. Tudo isso, aos 22 anos de idade. Não foi fácil.</p>

		</div> 
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			<p>A <strong>formatura</strong> da minha turma aconteceu finalmente em <strong>junho de 1976</strong>. Mas eu continuei ligado à universidade por alguns anos, agora como repórter. Fiz diversas reportagens lá, onde tinha muitas fontes. Em <strong>1977</strong>, cobri as grandes passeatas estudantis, que foram puxadas pela USP e culminaram com a invasão policial da PUC. Em 1978, chefiei o núcleo que a Cultura montou no campus do Butantã para cobrir a reunião anual da SBPC, um grande palco político daqueles anos, além de um fabuloso evento científico.</p>

		</div> 
	</div> <div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div>
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			<p>Mas, então, eu já era um jornalista escolado, formado e curtido na luta democrática. Eu tinha vivido maravilhas e alegrias, e também medo, tensão e dor. Meu coração estava cheio de esperança. Eu tinha a vida pela frente — e a ECA dentro de mim.</p>

		</div> 
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	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
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			<p>Desde que se formou na ECA-USP em 1976, <strong>Gabriel Priolli</strong> construiu uma extensa trajetória na imprensa escrita e na televisão, tendo atuado como repórter, editor, apresentador, produtor, diretor e criador de programas, além de diretor de programação, diretor de jornalismo, consultor e colunista. Passou pelas TVs Cultura, Globo, Bandeirantes, Record, Gazeta, Canal 21 e TV Escola. No jornalismo impresso, trabalhou nos jornais <em>Folha de S.Paulo</em>, <em>O Estado de S.Paulo</em>, <em>Jornal da Tarde</em> e <em>Gazeta Mercantil</em> e nas revistas <em>Veja</em>, <em>Carta Capital</em>, <em>Época</em>, <em>Imprensa</em> e <em>Gallery</em>. Também lecionou em instituições como PUC-SP, FAAP e FIAM, participou da implantação de canais universitários de televisão, presidiu a Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU) e integrou o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e o Conselho Superior do Cinema.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div>
		</div> 
	</div> 
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			<table class="tabela_ex_alunos">
<tbody>
<tr>
<th>Aluno</th>
<th>Turma</th>
<th>Curso</th>
</tr>
<tr>
<td>Gabriel Priolli</td>
<td>1972</td>
<td>Jornalismo</td>
</tr>
</tbody>
</table>

		</div> 
	</div> 
		</div> 
	</div> 
</div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Vladimir Herzog, IA e Memória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 22:11:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Markun]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1971]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Herzog]]></category>
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					<description><![CDATA[Evento no Sesc marca 50 anos da morte de Vlado e discute IA e memória]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb-content-wrapper" id="wpb-content-root"><div class="vc_row vc-row-wrapper "  data-parallax_sense="30"><div class="wpb_row row" >
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			<p>Marcando os 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975), com a chancela do <a href="https://vladimirherzog.org/">Instituto Vladimir Herzog</a> e curadoria do jornalista Paulo Markun, evento realizado no <a href="https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/">Centro de Pesquisa e Formação do Sesc de São Paulo</a> destaca aspectos menos conhecidos da trajetória dessa figura importante da história do Brasil recente e, ao mesmo tempo, discute como a inteligência artificial pode servir à preservação da memória histórica e ao fortalecimento dos direitos humanos.</p>
<h3>Dia 30/10: Vlado Presente: Quando a IA dá voz à memória</h3>
<p>Vivemos tempos em que algoritmos moldam narrativas e a desinformação corrói a confiança nas instituições democráticas. Vladimir Herzog, torturado e morto pela ditadura militar, em 1975, tornou-se involuntária, mas definitivamente, símbolo da luta por uma imprensa livre e responsável. Usar a inteligência artificial (IA) para amplificar sua voz não é nostalgia, é uma pergunta urgente sobre como construir tecnologias que sirvam à verdade, não à manipulação. Um painel de LED dá voz a um chatbot (programa que conversa por texto simulando ser uma pessoa real) treinado exclusivamente com reportagens, textos e depoimentos do jornalista. O público fará perguntas diretamente ao sistema, que responde baseado num banco de dados construído com documentos baseados em sua história de vida e memória. Não se trata de espetáculo, mas de experimento. Pode a IA servir como guardiã da memória histórica?<br />
Com<strong> Caco Barcellos </strong>e <strong>Mariana Castro.</strong></p>
<h3>Dia 31/10: Depois de Vlado: IA, ética e a construção da memória histórica</h3>
<p>Mesa de debate sobre os desafios éticos, técnicas e possibilidades da IA na construção da memória coletiva, com foco nas questões de direitos humanos que marcaram a trajetória de Herzog.<br />
Com <strong>Eugênio Bucci </strong>e <strong>Leonardo Foletto.</strong></p>

		</div> 
	</div> <div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div>
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</div></div><div class="vc-column-hover-6ad80f7281397 columns eight"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
		<div class="wpb_wrapper">
			<p><strong><a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/07/07/professores-vladimir-herzog/">Vladimir Herzog</a></strong> foi professor de ECA de agosto a outubro de 1975, quando foi morto nas dependências do DOI-Codi. Ele já havia sido docente na Faap e aceitou lecionar na ECA depois de a escola ter perdido vários professores. Alguns já haviam sido cassados e outros pediram demissão naquele ano. Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura. Na ECA foi docente voluntário de Jornalismo Televisionado no Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) para a turma de 1972. Neste ano de 2025, a escola anunciou a concessão do título de Doutor Honoris Causa<em> in memoriam</em> a Vladimir Herzog.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div><div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div><div class="vc-row-wrapper vc_inner vc_row-fluid"><div class="row wpb_row"><div class="vc-column-hover-6ad80f7281815 columns four"><div class="wpb_wrapper">
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	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
		<div class="wpb_wrapper">
			<p><strong><a href="https://www.agoraeca.com.br/2022/05/18/paulo-markun/">Paulo Markun</a></strong> é jornalista formado pela ECA (turma 1971) e biógrafo de Vladimir Herzog, com os livros “Vlado, Retrato de um homem e de uma época” e “Meu Querido Vlado”. É conselheiro do Instituto Vladimir Herzog e dedica-se ao estudo de sua trajetória.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div><div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div><div class="vc-row-wrapper vc_inner vc_row-fluid"><div class="row wpb_row"><div class="vc-column-hover-6ad80f72831c4 columns four"><div class="wpb_wrapper">
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</div></div><div class="vc-column-hover-6ad80f7283d16 columns eight"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
		<div class="wpb_wrapper">
			<p><strong>Eugênio Bucci</strong> – jornalista, professor e autor, é professor titular da ECA-USP e atua como superintendente de Comunicação Social. Integra conselhos da Fundação Padre Anchieta, o Instituto Vladimir Herzog e a Aberje.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div><div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div><div class="vc-row-wrapper vc_inner vc_row-fluid"><div class="row wpb_row"><div class="vc-column-hover-6ad80f72840b7 columns four"><div class="wpb_wrapper">
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</div></div><div class="vc-column-hover-6ad80f7286543 columns eight"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
		<div class="wpb_wrapper">
			<p><strong>Leonardo Foletto </strong>– jornalista, professor e pesquisador da ECA-USP. Fundador e editor do BaixaCultura. Integrou a Casa de Cultura Digital e os coletivos Ônibus Hacker e Matehackers. Integra o capítulo brasileiro do Creative Commons e a Coalizão Direitos na Rede.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div>
		</div> 
	</div> 
</div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Paulo Betti</title>
		<link>https://www.agoraeca.com.br/2022/12/23/paulo-betti/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=paulo-betti</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2022 17:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Arte Dramática (EAD)]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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			<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24003 size-full" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Paulo-Betti_decada-de-1970.jpg" alt="" width="348" height="418" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Paulo-Betti_decada-de-1970.jpg 348w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Paulo-Betti_decada-de-1970-250x300.jpg 250w" sizes="auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px" /></p>
<table class="tabela_ex_alunos">
<tbody>
<tr>
<th>Aluno</th>
<th>Turma</th>
<th>Curso</th>
</tr>
<tr>
<td>Paulo Betti</td>
<td>1972</td>
<td>Escola de Arte Dramática (EAD)</td>
</tr>
</tbody>
</table>

		</div> 
	</div> 
		</div> 
	</div> 
</div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>“A Felicidade Custa Pouco” (1972)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2022 23:31:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em aula]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[em aula]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb-content-wrapper" id="wpb-content-root"><div class="vc_row vc-row-wrapper "  data-parallax_sense="30"><div class="wpb_row row" >
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	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
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			<p>“A Felicidade Custa Pouco” é um trabalho espetacular de Comunicação Linguística I, disciplina ministrada pelo professor Dino Preti na década de 1970 na ECA. Baseado em <a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5144401/mod_folder/content/0/A%20%C3%9ALTIMA%20CR%C3%94NICA%20Fernando%20Sabino.pdf?forcedownload=1">“A Última Crônica”</a> de <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/fernando-sabino.htm">Fernando Sabino</a>, foi produzido no primeiro ano do curso básico da turma de 1972 por Afra, Carlos, Cris, Egon, Fernando, Inês, Sérgio e Sô. Eu não fazia parte desse grupo, que me emprestou, para cópia, o material original (imagine, uns 90 slides e a trilha sonora). Quando o trabalho era exibido, devido ao ritmo alucinante, o projetor só fazia aquele clec clec, sem descanso, o que exigia extrema perícia do operador. Pois conservei esse material ao longo dos últimos 50 anos, apresentando-o com sucesso em minhas aulas como professor de Filosofia. Faz alguns anos, graças à generosidade de Eliseu Lopes Filho – cineasta, professor e meu ex-aluno de Colégio São Luís –, os slides foram transformados em vídeo, com a trilha sonora original. Quem checar o texto do Fernando Sabino, verá o trabalho primoroso do grupo de adaptação da linguagem. O trabalho também está disponível em meu canal NO ENTANTO, do Youtube. Assista e maravilhe-se!</p>
<p><a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/11/09/jorge-claudio-ribeiro/">Jorge Claudio Ribeiro</a>, 1972, Jornalismo</p>

		</div> 
	</div> <div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div><div class="animation-container " ><div id="video-player-6ad80f728e51c-5509" class="dfd-videoplayer  text-center style-1 " data-id="module_video_6ad80f728e520" data-block-id="video-player-6ad80f728e51c-5509"><div class="dfd-video-content video-content " id="module_video_6ad80f728e520"><div class="dfd-video-box"><div class="wpb_video_wrapper"><iframe loading="lazy" title="ÁgoraECA - Em Aula: “A Felicidade Custa Pouco” (1972)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/qQa3tCyqyBk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div></div></div><script type="text/javascript">(function($) {$("head").append("<style>#video-player-6ad80f728e51c-5509 .decoration-mask, #video-player-6ad80f728e51c-5509 .dfd-video-button {border-radius: 33px;}#video-player-6ad80f728e51c-5509 .decoration-mask {border-style: solid;border-width: 1px;border-radius: 33px;}#video-player-6ad80f728e51c-5509 .button-wrap:hover .decoration-mask, #video-player-6ad80f728e51c-5509 .button-wrap:hover .dfd-video-button .decoration-icon {border-radius: 33px;}#video-player-6ad80f728e51c-5509 .button-wrap:hover .decoration-mask {border-style: solid;border-width: 1px;border-radius: 33px;}#video-player-6ad80f728e51c-5509 .decoration-icon {border-style: none;}#video-player-6ad80f728e51c-5509.style-1 .container-play:hover .decoration-icon, #video-player-6ad80f728e51c-5509.style-2 .button-wrap:hover .decoration-icon {border-style: none;}</style>");})(jQuery);</script></div><div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div><div class="vc-row-wrapper vc_inner vc_row-fluid vc_custom_1670623670432 dfd-background-dark"><div class="row wpb_row"><div class="vc-column-hover-6ad80f72935e5 columns twelve"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
		<div class="wpb_wrapper">
			<h4>Identificação dos alunos que participaram do trabalho:</h4>
<p>Afra Maria Miceli (RP), Carlos Urames (?), Cristina de Moraes Federico (?), Egon Heinz Misfeld (Editoração, já falecido), Fernando (?), Aêda Inês Faria (RP), Sérgio Alexandre de Carvalho (? Editoração) e Sô (?).<br />
<strong>Você conhece alguém? Conta pra gente!</strong></p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div>
		</div> 
	</div> 
</div></div><div  class="vc_row vc-row-wrapper "  data-parallax_sense="30"><div class="wpb_row row" >
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	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
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			<p><em><i>Reprodução do vídeo autorizada por Jorge Claudio Ribeiro</i>.</em></p>

		</div> 
	</div> 
		</div> 
	</div> 
</div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Cinquenta anos, de novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2022 15:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas Ecanas]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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			<p>Nosso jubiloso Jubileu, comemorado dia 15 de outubro de 2022, brilhou como uma epifania, ocasião rara nesse tempo em que a esperança é urgida a vencer o ódio. Cinquenta anos de vida é uma enormidade! Basta considerar que Odisseu levou “apenas” duas décadas para lutar a Guerra de Tróia, voltar para Ítaca e reencontrar sua Penélope, o pimpolho Telêmaco e o galgo Argos, entre outros.</p>
<p>Um tanto encabulado de exibir marcas indeléveis de Cronos em minha carcaça, fui festejar com antigos colegas nosso longínquo ingresso na Escola de Comunicação e Artes da USP. O que realizamos ao longo desse período? Que promessas juvenis cumprimos? Que sonhos? Que amores? Será que os reconhecerei? Me reconhecerão?</p>
<p>Com essas indagações, entrei no restaurante Dita Cabrita, onde logo fui acolhido pela solícita Comissão Organizadora. Para meu alívio, recebi um crachá com meu nome em letras grandes. Logo estava abraçando com efusão outros portadores de crachá, vagamente conhecidos e/ou desconhecidos.</p>
<p>A partir daí, o ar ficou leve, o dia nublado se ensolarou e Cronos virou Kairós. Um sentimento oceânico nos maravilhou e nos impeliu para o aqui-e-agora. Sem dar-se conta, cada uma daquelas pessoas idosas reviveu desinibidamente nossa linda juventude, página de um livro bom! Como se nos víssemos pela primeira vez, inauguramos amizades, afetos, afinidades. Tudo parecia novinho em folha e, no entanto&#8230;</p>
<p>Para esse momento misterioso contribuíram múltiplas preparações. A mais próxima foi o trabalho afetuoso da comissão, que fez tudo funcionar com excelência (muito obrigado mais uma vez!).</p>
<p>Outra preparação, remota, começou há cinquenta anos e, desde então, nós a modelamos a cada dia. Não sabíamos disso, mas, na primeira vez em que entramos na faculdade, já começávamos a festejar nosso “JubilECA”. Hoje podemos confirmar duas verdades: primeira, amigos de juventude não se improvisam; segunda, “o futuro tem um coração antigo” (Carlo Levi, escritor, pintor e antifascista italiano).</p>
<p>Por tudo isso, agradeço a cada um de nós pela epifania que nos proporcionamos.</p>
<p><em><strong><a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/11/09/jorge-claudio-ribeiro/">Jorge Claudio Ribeiro</a> (Jornalismo, 1972)</strong></em></p>
<blockquote><p>
“Amigos de juventude não se improvisam”
</p></blockquote>

		</div> 
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	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
		<div class="wpb_wrapper">
			<h4>Turma 1972: 50 anos de ingresso na ECA</h4>
<p><em>Década de 70. Tantas coisas boas e ruins acontecendo à nossa volta. Uma época de revolução nos costumes mas com o peso da ditadura militar a nos assombrar. Éramos belos, jovens e cheios de sonhos. Uma vontade imensa de experimentar o novo, descobrir a vida, fazer amigos, aprender e desbravar novos caminhos.</em></p>
<p><em>Entramos na ECA em 72 e o trote que o CA nos aplicou foi fazer trabalhos sobre a Semana de 22 que completava 50 anos, lembra? Naquele ano, também foi lançado o LP Clube da Esquina que acaba de ser reconhecido como o melhor disco brasileiro de todos os tempos.</em><em> Havia uma grande efervescência cultural e nós participamos de tudo isso.</em></p>
<p>(<em>Site: <a href="https://ecaturma72.wixsite.com/jubileca50anos" target="_blank" rel="noopener">JUBILEU 50 ANOS ECA</a></em>)</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div><div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div>
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	<div class="wpb_text_column wpb_content_element " >
		<div class="wpb_wrapper">
			<p>A turma de 1972 tinha 200 integrantes, entre eles: Alice Leite, Beatriz Duprat, Bira Castro, Cacá Rosset, Carol Ferraz, Célia de Gouveia Franco, Clóvis Naconecy de Souza, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2022/05/16/douglas-salgado/">Douglas Salgado</a>, Fabio Cardozo de Mello Cintra, Fabio Malavoglia, Fernando Scavone, Fernando Zamith, Gabriel Priolli, Geraldo Silveira, Glória Lara, Inês Faria, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2021/11/09/jorge-claudio-ribeiro/">Jorge Claudio Ribeiro</a>, José Vidal Pola Galé, Laura Carneiro, Lillian Witte Fibe, Maria Aparecida Santos Silveira, Maria Christina Rizzi, Maria Ines Villares, Maria Luiza Araújo, Maurício Scaf, Marisa Eleutério, Oscar Motta Mello, Rob Codas, Robson Corrêa de Camargo, Rodolfo Martino, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2022/08/01/walcyr-carrasco/">Walcyr Carrasco</a>. Quem mais?</p>
<h5>Crédito das fotos:</h5>
<p>Clóvis Naconecy de Souza e <a href="https://ecaturma72.wixsite.com/jubileca50anos">site da turma de 1972</a>.</p>

		</div> 
	</div> <div class="dfd-spacer-module"  data-units="px" data-wide_size="50" data-normal_resolution="1024" data-normal_size="" data-tablet_resolution="800" data-tablet_size="" data-mobile_resolution="480" data-mobile_size="" style="height: 50px;"></div>
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	</div>

		</div> 
	</div> 
</div></div>
</div>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Walcyr Carrasco lança livro de peça premiada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2022 20:46:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
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			<p><em>Aluno de Jornalismo da ECA na década de 1970, o escritor, novelista e dramaturgo <a href="https://www.agoraeca.com.br/2022/08/01/walcyr-carrasco/">Walcyr Carrasco</a> está lançando o livro </em>Êxtase<em> pela editora Assírio &amp; Alvim Brasil</em></p>
<p><strong>Sobre a obra</strong></p>
<p><em>Êxtase</em> é o texto integral, revisado pelo autor, da peça teatral encenada pela primeira vez em 2002 e vencedora do Prêmio Shell de Teatro. Baseada em conversas com dependentes químicos em recuperação, visitas a clínicas e leituras, <em>Êxtase</em> continua um texto atual e contundente. Mescla o talento para a dramaturgia com a experiência do autor como jornalista, que contribuiu para que se aprofundasse em um tema sensível à sociedade e às famílias. “Escrevi a peça em 2002 e, 20 anos depois, o crack continua viciando cada vez mais pessoas. É assustador.”</p>
<p>Em <em>Êxtase</em>, Walcyr Carrasco faz um retrato incisivo de dilemas que afligem jovens, em especial da classe média, e da destruição moral das pessoas na sociedade contemporânea, onde muitas vezes a droga é o caminho mais rápido. A peça coloca no palco dois amigos que moram juntos e são viciados em drogas pesadas. Felipe é um estudante em crise que usa narcóticos como válvula de escape e Raul é intermediário do tráfico de drogas. No seu aniversário, Felipe chama a mãe, Camila, para a casa deles, com o objetivo de conseguir dinheiro para pagar dívidas com traficantes.</p>
<p>Walcyr também abordou o tema das drogas no livro <em>Vida de Droga</em> (1998, Editora Ática) e na série <em>Verdades Secretas</em>. “O mais interessante é que nunca usei droga nenhuma. É uma situação que me chama atenção. É uma realidade que mexe bastante comigo, machuca ver pessoas como zumbis. É doloroso”, disse Walcyr no lançamento do livro na Livraria da Travessa, em São Paulo.</p>
<blockquote><p>
<em>“Quando escrevo uma história, sempre faço a parte do jornalismo investigativo primeiro. Procuro conhecer aquele cenário como jornalista e depois parto pra ação.”</em>
</p></blockquote>
<p><strong>Sobre o autor</strong></p>
<p>Nascido em 1951 em Bernardino de Campos, interior de São Paulo, <a href="https://www.agoraeca.com.br/2022/08/01/walcyr-carrasco/">Walcyr Carrasco</a> começou a estudar História, desistiu e formou-se em Jornalismo em 1979. Trabalhou como jornalista em veículos como <em>O Estado de S. Paulo</em>, <em>Folha de S. Paulo</em>, <em>Isto É</em>, <em>Veja</em>, entre outros. Em 1982 lançou seu primeiro livro infantil e, em 1989, estreou como dramaturgo e novelista.</p>
<p>É autor de uma vasta e premiada obra para a TV, entre novelas, séries e adaptações, além de livros de ficção para o público adulto, infantojuvenil e infantil, adaptações de obras clássicas e peças de teatro. Na TV, escreveu para SBT, Manchete (<em>Xica da Silva</em>) e, desde 2000, TV Globo, com títulos como <em>O Cravo e a Rosa</em>, <em>A Padroeira</em>, <em>Esperança</em>, <em>Chocolate com Pimenta</em>, <em>Alma Gêmea</em>, <em>Sete Pecados</em>, <em>Caras &amp; Bocas</em>, <em>Morde &amp; Assopra</em>, <em>Gabriela, Amor à Vida</em>, <em>Êta Mundo Bom!, O Outro Lado do Paraíso, A Dona do Pedaço</em>.</p>
<p>Escreveu também telesséries, como <em>Sítio do Picapau Amarelo</em>, <em>Rosa dos Rumos</em>, <em>Brava Gente</em> e <em>Verdades Secretas</em>, ganhadora na sua primeira temporada, em 2016, do Prêmio Emmy Internacional. No teatro, escreveu peças como <em>Batom</em>, <em>Até que o Sexo nos Separe</em>, <em>A Mulher do Candidato</em>, <em>Desamor</em>, <em>Grita Paixão</em> e <em>Jonas e a Baleia</em>. É autor de quase 60 livros e, desde 2008, Membro da Academia Paulista de Letras.</p>

		</div> 
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		<title>Douglas Salgado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pauta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 20:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[rádio e tv]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
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<p>Por nascer em um ambiente culturalmente restrito, embora afetivamente muito rico, em 1971, ano em que prestei o vestibular, a única certeza que eu tinha é que minha praia era a de Humanas. Neste universo, por influência das aulas de um professor do Cursinho, me interessei por Ciências Sociais. E por afinidade e influência de um programa de TV sobre publicidade, por Comunicações, que eu não sabia bem o que era, mas estava bombando, principalmente entre jovens que não pensavam em anéis de doutor. Acabei aprovado para os dois cursos. Ciências Sociais, na PUC. Comunicações, na USP. O coração falou mais alto, e optei pela ECA.</p>
<p>Desde o primeiro dia da Semana dedicada aos Calouros, não parei mais de descobrir gente e assuntos novos. A diversidade de cursos e pessoas se cruzando nas áreas comuns, interagindo, tramando, criando, contestando, agindo e, principalmente, enfrentando a ditadura com imaginação e criatividade, toda essa ebulição ampliou minha consciência e meus horizontes em vários sentidos.</p>
<p>Curiosidade tamanha me levou à seguinte encruzilhada: seguir no teatro, me profissionalizando como ator; ou trilhar a carreira de radialista, o curso que escolhi, depois dos dois anos básicos. Bem que tentei levar as duas profissões paralelamente, mas daí a vida resolveu a parada: me tornei roteirista freelancer e, depois, também diretor dos meus projetos para rádio e televisão. Foi o jeito que achei para conciliar minha insaciável curiosidade com a imperiosa necessidade de ganhar a vida trabalhando. De preferência, me divertindo, o que faço até hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table class="tabela_ex_alunos">
<tbody>
<tr>
<th>Aluno</th>
<th>Turma</th>
<th>Curso</th>
</tr>
<tr>
<td>Douglas Salgado</td>
<td>1972</td>
<td>Rádio e TV</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Jorge Claudio Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ágora ECA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 01:16:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[turma 1972]]></category>
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					<description><![CDATA[NOVO CONTINENTE Ingressei na ECA/USP em 1972. E por quê? Difícil avaliar, mas a herança familiar e ensaios precoces relacionados à comunicação provavelmente me empurraram nessa direção. Com uma pitada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-21731" title="Jorge Claudio Ribeiro" src="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Jorge-Claudio-Ribeiro-267x300.jpeg" alt="Jorge Claudio Ribeiro" width="350" height="393" srcset="https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Jorge-Claudio-Ribeiro-267x300.jpeg 267w, https://www.agoraeca.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Jorge-Claudio-Ribeiro.jpeg 658w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /></p>
<h4>NOVO CONTINENTE</h4>
<p>Ingressei na ECA/USP em 1972. E por quê? Difícil avaliar, mas a herança familiar e ensaios precoces relacionados à comunicação provavelmente me empurraram nessa direção.</p>
<p>Com uma pitada de exagero, meu ingresso no campus foi comparável à descoberta de um novo continente ou de um planeta. Passei a frequentar a melhor universidade da América Latina. Éramos conduzidos por professores e professoras competentes em sua maioria e abertos para alternativas ao sufoco em que o Brasil vivia. Usufruí da companhia de miríades de estudantes inteligentes e empenhados a derrubar a ditadura e levar uma solução para a humanidade. Gostei daquilo. Se havia medíocres, disfarçavam bem.</p>
<p>Nos primeiros dias de campus, submergi no caos. Todos ainda tínhamos a mesma cara de calouros, mas aos poucos nos conhecemos melhor, nos diferenciamos e formamos grupinhos de acordo com preferências e visões de mundo comuns. Todas lindas, as garotas da classe estimulavam meus hormônios, eu ficava mais exibido que o habitual.</p>
<p>A presença na USP representava uma missão para mim. As valquírias, as amazonas e as passionárias me conduziram até o Centro Acadêmico Lupe Cotrim, cuja sede era movida a generosidade. Com prazer participava das discussões, que reproduziam o arranjo daquele lugar: uma zona em que se misturavam megafones, pilhas estratosféricas de panfletos, faixas e cartazes de épocas e procedências diferentes.</p>
<p>Achávamo-nos importantíssimos, ameaçávamos o sistema. Que outro motivo para sermos espreitados tão de perto? No encontro nacional dos estudantes de comunicação em Goiânia, em 1972, um jovem espião da ditadura desvelou sua condição a nós, só porque nos considerava “muito bacanas” e perdera a coragem de nos dedurar. Valentes cavaleiros, laço firme, braço forte, sentíamo-nos ocupando o centro da resistência democrática. E talvez o ocupássemos de fato.</p>
<p>Passados 50 anos, hoje considero que minha passagem pela ECA/USP, e ela por mim, entrou na massa de tantas experiências que me moldaram como ser humano e como profissional – professor, jornalista e escritor. Te agradeço, ECA querida.</p>
<p>(Trecho adaptado do romance “Ela me tira pra dançar”, Editora Patuá, 2018)</p>
<table class="tabela_ex_alunos">
<tbody>
<tr>
<th>Aluno</th>
<th>Turma</th>
<th>Curso</th>
</tr>
<tr>
<td>Jorge Claudio Ribeiro</td>
<td>1972</td>
<td>Jornalismo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
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