Regina Rheda

Regina RhedaDesde criança, mesmo sem saber qual profissão seguir quando adulta, eu sabia que queria “entrar na USP”. Esse foi um objetivo que minha mãe incutiu em mim em 1964, quando entrei na primeira série, em uma escola pública em Sertãozinho, no interior do estado de São Paulo. A USP, ela me garantiu, era a melhor faculdade do país, onde entravam os estudantes mais inteligentes — e era de graça! Éramos uma família da classe trabalhadora lutando para ascender à classe média baixa…. Minha mãe lecionava para crianças de escolas públicas, como professora substituta. Meu pai era bancário. Na época, eu tinha dois irmãos.

Em 1965, mudamos para a periferia da capital, onde estudei em escolas públicas e num colégio de freiras particular. Em 1971, passei num concurso para cursar o que hoje se chama de “ensino médio” num colégio estadual na capital. Nenhuma dessas escolas era de primeira linha, mas todas me deram uma boa formação em português, inglês e literatura. Também estudei inglês na Cultura Inglesa, com o auxílio de uma bolsa de 40% do preço do curso. Minha vocação foi mudando: cientista, professora, arqueóloga, psicóloga. E jornalista. O que nunca mudou foi a meta de entrar na USP.

Em 1974, no último ano do ensino médio, fiz também o cursinho Objetivo para me preparar para o exame “vestibular” para o curso de Jornalismo. Passei no vestibular e, enfim, ingressei naquela que era considerada a melhor faculdade de jornalismo do país: a ECA-USP.

Dentro da ECA, minha vocação se expandiu e acabei me formando como bacharel em Cinema. Minha maior realização na ECA, como diretora de cinema, foi o premiado curta-metragem Fuzarca no Paraíso (1982) que, no presente momento, pode ser visto no site IPTV-USP. Anos depois de formada pela ECA, troquei o cinema pela literatura de ficção. Mas essa é outra história.

Regina Rheda

Aluna Turma Curso
Regina Rheda 1975 Cinema

 

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