Carla Risso

Carla Risso, 1983, Publicidade e Propaganda, na formatura

Na verdade, fui parar cinco vezes na ECA. A primeira delas, no alto dos meus 17 anos, cheguei diante daquele prédio com a grama de mais de um metro e vinte de altura e me assustei. Era egressa do Colégio Dante Alighieri, cabelo supercomprido e ar perplexo. Depois do susto inicial, tive a certeza de que meu lugar era ali e conclui a graduação em Comunicação Social – habilitação Publicidade e Propaganda aos 21.

A vida tomou seu rumo e, aos 23, casei-me. Aos 24 tive uma filhota, aos 26 fui cursar Filosofia na FFLCH e aos 29 me divorciei. Com outro bacharelado no currículo e um segundo casamento, voltei à ECA para cursar a especialização em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas. Depositei a monografia dia 5 de agosto de 2002 e, antes mesmo de defendê-la em banca, comecei as aulas do mestrado em Ciências da Comunicação, área de concentração Jornalismo, sob a orientação da professora Mayra Rodrigues Gomes – que me acolheu novamente em 2008, para o doutorado na área de concentração Teoria e Pesquisa em Comunicação. Obtive assim, em 2012, meu quarto diploma da ECA.

Como doutora, fiz concurso na Universidade Federal da Bahia, onde leciono desde 2014. Mas meu desassossego me trouxe novamente à ECA para cursar o pós-doutorado, sob a supervisão da professora Maria Cristina Castilho Costa, em 2019.

Nesse meio tempo, desde 2008, faço parte do OBCOM-USP, o Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom), núcleo interdisciplinar de apoio à pesquisa que se dedica ao estudo da liberdade de expressão e da censura nas artes e nos meios de comunicação, sediado na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Como se vê, nos últimos quarenta anos, não dissocio minha vida da ECA. Seja pela pesquisa, seja pelos amigos de décadas, seja pela ligação afetiva e efetiva com a escola. Ser ecana é praticamente a minha essência.

 

Aluna Turma Curso
Carla Risso 1983 Publicidade e Propaganda

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There is 1 comment
  1. Nabil Arida

    Carlinha era a caçula (em idade, não em altura), sempre foi a comportada… até a 2ª página, pois ser “comportado” não combinava (nem combina, nunca combinará) com o espírito questionador e criativo da nossa “inadjetivável” Escola de Comunicação & Artes da USP. 😎😜😍

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